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Saúde

Foto: José Nilson/CCZ Araguaína

Foto: José Nilson/CCZ Araguaína

Araguaína enfrenta um dos momentos mais delicados no combate à Dengue. O município confirmou três óbitos pela doença e mantém um óbito suspeito em investigação, enquanto os números seguem em alta. Até esta quarta-feira, 12 de fevereiro, são 1.418 casos notificados, com 502 confirmações, 378 descartados e 538 aguardando resultado laboratorial. O cenário reforça o estado de alerta e mobiliza uma força-tarefa para conter o avanço da epidemia.

Os óbitos confirmados até o momento são de um homem, de 49 anos, diabético, morador do setor Céu Azul; um homem, de 40 anos, sem comorbidades, morador do setor Nova Araguaína; e uma mulher, de 47 anos, sem comorbidades, moradora do Jardim das Palmeiras.

Um quarto óbito segue em análise laboratorial para confirmação ou descarte da causa. A secretária municipal de Saúde, Dênia Rodrigues, reforça o alerta à população:

“A Dengue é uma doença séria e pode matar, como infelizmente já estamos constatando. Não estamos falando apenas de números, mas de vidas perdidas. Precisamos que a população compreenda a gravidade da situação e faça sua parte diariamente, eliminando qualquer foco de água parada. Estamos intensificando todas as ações, mas o combate depende do comprometimento de todos. Contamos com a colaboração de cada morador para evitar novos óbitos em nossa cidade.” reforça.

Como funciona a investigação dos óbitos

Em casos suspeitos de Dengue que evoluem para óbito, a notificação deve ser realizada em até 24 horas. É feita a coleta de amostras para exames laboratoriais, que são encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN), em Palmas, unidade responsável pelas análises oficiais que confirmam ou descartam a causa da morte.

O objetivo da investigação rápida não é apenas registrar o óbito, mas identificar onde ocorreu a transmissão, permitindo a execução imediata de ações de bloqueio e controle do mosquito Aedes aegypti para evitar novos casos graves e mortes.

Vacinação

Como parte das estratégias, a vacina contra a Dengue está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em todas as UBS do município. O esquema vacinal prevê duas aplicações, com intervalo de três meses entre as doses. Para quem teve dengue recentemente, a orientação é aguardar seis meses antes de iniciar a vacinação.

Em 2025 foram aplicadas 6.924 doses, uma média de 577 doses por mês. Neste ano, até o momento, foram aplicadas 1.030 doses.

Comitê da Saúde coordena enfrentamento

A Prefeitura instalou a Sala de Situação da Dengue, com reuniões semanais para monitoramento dos dados e definição de novas estratégias. O comitê participante da Sala de Situação é composto por representantes da Vigilância Epidemiológica, Vigilância Entomológica, Controle Químico, CIEVS, Vigilância Sanitária, DEMUPE, Conselho Municipal de Saúde, Meio Ambiente e Atenção Primária.

A atuação integrada busca reduzir os impactos da epidemia com medidas técnicas e coordenadas para conter a epidemia.

Fumacê em ciclos estratégicos

Entre as estratégias de combate ao mosquito Aedes aegypti, o carro fumacê está percorrendo os bairros com maior incidência de casos e notificações. A aplicação do inseticida é realizada em três ciclos, com intervalo de cinco dias entre cada aplicação. A estratégia é necessária para atingir mosquitos adultos que emergem após a primeira pulverização.

As aplicações ocorrem ao amanhecer e ao entardecer, das 5h às 8h e das 17h às 20h, horários ideais para dispersão do produto e maior atividade das fêmeas do mosquito.

Reforço no atendimento durante o Carnaval

Nos dias 16, 17 e 18, pontos facultativos municipais, a UBS do setor Araguaína Sul funcionará como referência para pacientes com sintomas leves de dengue, das 8h às 16h, ampliando a capacidade de atendimento e dando suporte à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e ao Pronto Atendimento Infantil (PAI).

Prevenção antes do recesso

Com a proximidade do período de Carnaval, a orientação é eliminar qualquer recipiente que acumule água, tampar caixas d’água, limpar calhas e, ao viajar, deixar o imóvel sob supervisão. Outro pedido do Município é que os moradores recebam os Agentes de Combate a Endemias em suas residências.