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Meio Ambiente

Investir em sustentabilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser um critério central de confiança para o consumidor brasileiro. É o que mostra uma pesquisa da Nexus, encomendada pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast), segundo a qual 48% dos brasileiros confiam mais em marcas que investem na proteção do meio ambiente.

O percentual empata tecnicamente com a geração de empregos, citada por outros 48% como fator decisivo para legitimar a atuação de empresas e indústrias. O dado reforça o peso da agenda ESG, sigla que reúne práticas ambientais, sociais e de governança, na construção da reputação corporativa no país.

O levantamento ouviu 2.009 pessoas em todas as unidades da federação e revela que a preocupação ambiental ganha força principalmente entre os consumidores com maior renda e escolaridade, enquanto a criação de vagas de trabalho segue como prioridade entre as camadas mais vulneráveis da população.

Entre os entrevistados com ensino superior, 55% apontam o investimento em proteção ambiental como principal motivo para confiar em uma marca. Já entre aqueles com ensino fundamental, o cenário é diferente: 39% colocam a pauta ambiental como prioridade.

A renda segue a mesma lógica. Entre os que recebem até um salário mínimo, a preocupação ambiental é menor (39%). Já na faixa de renda entre 2 e 5 salários mínimos, a proteção ao meio ambiente lidera, citada por 56%.

Para Paulo Teixeira, diretor-superintendente do Sindiplast, os dados mostram que a sustentabilidade já ocupa um papel central no debate sobre o futuro da indústria, especialmente na relação com consumidores mais informados. Ao mesmo tempo, o levantamento indica que ações ambientais precisam caminhar junto com impacto social concreto para responder às diferentes realidades do país.

Consciência Ambiental 

De acordo ainda com a pesquisa, a consciência ambiental dos brasileiros tem avançado, mas ainda enfrenta desafios que exigem ações coordenadas entre empresas, governos e a sociedade.

Segundo o levantamento, 81% dos entrevistados afirmam evitar o desperdício e a geração de resíduos. Além disso, 75% dizem reciclar resíduos, sendo o plástico o material mais reciclado no país, citado por 90% dos respondentes. O material também é considerado indispensável para as atividades cotidianas por 61% da população.

Apesar dos avanços, a pesquisa aponta entraves relevantes para práticas mais sustentáveis. A falta de informação aparece como o principal obstáculo, mencionada por 28% dos entrevistados, seguida pela escassez de pontos de coleta seletiva (17%) e pela falta de tempo ou de hábito (9%).

Para o Sindiplast, os dados indicam uma evolução na percepção ambiental, mas também deixam claro que ainda há um longo caminho a percorrer. “A consciência ambiental está em crescimento, mas é preciso avançar. Para que a conscientização seja cada vez mais efetiva, é necessária a união de esforços entre as ações da indústria, as políticas públicas e o engajamento da população em torno da sustentabilidade e da economia circular”, afirma o executivo. (FSB)