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Saúde

Foto: Divulgação Semus

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A Prefeitura de Palmas comunicou que inicia, na próxima segunda-feira, 13, o novo modelo de gestão compartilhada das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul. A parceria da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) com a entidade filantrópica Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Itatiba é, de acordo com o Executivo, "uma estratégia desenhada para acabar com a falta de profissionais e escalas incompletas, garantir abastecimento regular de insumos e medicamentos e a introdução de especialidades inéditas: ortopedia e pediatria". 

A Prefeitura garantiu que, diferente do modelo anterior, a gestão compartilhada com a Santa Casa de Itatiba será monitorada por rigorosos indicadores de desempenho. "Se o atendimento não for ágil ou se o cidadão não estiver satisfeito, a Prefeitura aplica retenções financeiras ao termo de colaboração. O objetivo é assegurar que o índice de satisfação do usuário seja sempre superior a 80%. E a participação do cidadão na fiscalização será essencial para garantir as melhorias nas UPAs", argumentou o Executivo Municipal. 

Ainda segundo a Prefeitura, o investimento de R$ 5,8 milhões mensais por unidade garantirá uma estrutura completa, onde as equipes de saúde terão melhores condições de trabalho e a população receberá um atendimento digno e com eficiência nas UPAs.

Servidores realocados 

A Prefeitura de Palmas explicou que com a gestão compartilhada em operação, a Semus inicia a implantação dos postos de saúde “Corujinha”, onde 11 unidades passarão a funcionar até meia-noite. "Essa ampliação será possível porque os servidores concursados que atuam nas UPAs serão realocados para atenderem na Atenção Primária", acrescentou. 

Críticas 

O novo modelo de gestão compartilhada, considerado por sindicatos como "terceirização da saúde", é alvo de críticas.  O Conselho Municipal de Saúde da capital (CMS) rejeitou a proposta, deliberando pelo trancamento imediato de pauta para qualquer demanda oriunda da Semus. 

O Conselho comunicou que o segmento dos trabalhadores, representado por sindicatos de profissionais da saúde, formalizou denúncia robusta ao Ministério Público Estadual (MP/TO) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-TO).  Saiba mais: CMS rejeita proposta de terceirização das Upas, tranca pauta contra a Semus e aciona o MP/TO