O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) da Abecip registrou alta dos preços dos imóveis residenciais em abril nas dez capitais acompanhadas pelo índice. Na variação mensal, a maior alta foi observada em Curitiba, com 1,78%, seguida por Belo Horizonte, 0,87%; Recife, 0,86%; Goiânia, 0,85%; São Paulo, 0,76%; Fortaleza, 0,75%; Porto Alegre, 0,39%; Salvador, 0,31%; Brasília, 0,31%; e Rio de Janeiro, 0,13%. No Brasil, o índice avançou 0,67% em abril, acumulando alta de 4,05% no ano e de 19,53% em 12 meses.

Apesar da desaceleração em relação a março, quando o índice nacional havia subido 1,12%, os dados mostram que o mercado imobiliário residencial segue em trajetória de valorização. A leitura de abril indica acomodação parcial do ritmo de alta, mas não reversão da tendência. Em 12 meses, os maiores avanços foram registrados em Curitiba, Recife, Brasília e Salvador.
No primeiro quadrimestre de 2026, o IGMI-R nacional acumulou alta de 4,05%, um dos resultados mais fortes para o período desde 2016. Entre as capitais, os destaques no ano foram Recife, com 8,08%, Curitiba, com 7,08%, Porto Alegre, com 6,35%, Goiânia, com 5,55%, Brasília, com 4,76%, e Salvador, com 4,68%.
Já nos últimos 12 meses, as maiores valorizações do IGMI-R entre as capitais acompanhadas pela Abecip foram registradas em Curitiba, com alta de 29,57%, seguida por Recife, com 28,69%; Brasília, com 27,46%; Salvador, com 23,49%; Belo Horizonte, com 19,03%; Porto Alegre, com 18,88%; São Paulo, com 16,83%; Fortaleza, com 14,24%; Goiânia, com 14,24%; e Rio de Janeiro, com 14,12%. No Brasil, o índice acumulou valorização de 19,53% em 12 meses.
O IGMI-R é calculado pela Abecip com base em laudos de avaliação de imóveis residenciais utilizados pelas instituições financeiras em operações de crédito imobiliário. Por se basear em avaliações técnicas realizadas pelos bancos, o índice oferece uma leitura mais próxima dos valores efetivamente praticados no mercado do que indicadores baseados apenas em anúncios de venda.
São Paulo
Em São Paulo, o IGMI-R subiu 0,76% em abril, acumulando 3,94% no ano e 16,83% em 12 meses. A capital paulista acelerou em relação a março e manteve trajetória consistente de valorização.
Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro teve alta de 0,13% em abril, com avanço de 1,76% no ano e de 14,12% em 12 meses. O resultado indica desaceleração na margem, mas preserva a tendência positiva no acumulado.
Belo Horizonte
Belo Horizonte registrou alta de 0,87% em abril. No ano, o índice acumula 2,67%, enquanto a variação em 12 meses chegou a 19,03%.
Curitiba
Curitiba foi o principal destaque de abril, com alta de 1,78%. A capital paranaense acumula 7,08% no ano e 29,57% em 12 meses, maior variação entre as capitais acompanhadas.
Fortaleza
Fortaleza avançou 0,75% em abril, revertendo a queda registrada em março. No ano, a alta é de 1,13%; em 12 meses, de 14,24%.
Recife
Recife subiu 0,86% em abril e acumula 8,08% no ano, maior alta no primeiro quadrimestre entre as capitais monitoradas. Em 12 meses, a valorização chegou a 28,69%.
Porto Alegre
Porto Alegre registrou alta de 0,39% em abril. No acumulado de 2026, o índice sobe 6,35%; em 12 meses, 18,88%.
Salvador
Salvador teve avanço de 0,31% em abril, com alta de 4,68% no ano e 23,49% em 12 meses, permanecendo entre os mercados com maior valorização acumulada.
Goiânia
Goiânia apresentou alta de 0,85% em abril. No ano, a valorização chegou a 5,55%; em 12 meses, a 14,24%.
Brasília
Brasília avançou 0,31% em abril, acumulando 4,76% no ano e 27,46% em 12 meses, uma das maiores altas acumuladas do País.
