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Cultura

Foto: Léo Lara

Foto: Léo Lara

Palmas recebe, nos dias 1º e 2 de julho, o espetáculo “Circo Science – do Mangue ao Picadeiro”, montagem da Trupe Circus, grupo artístico profissional da Escola Pernambucana de Circo (EPC). As apresentações serão gratuitas e acontecerão na lona do Circo Os Kaco, em Taquaruçu, distrito de Palmas.

A circulação integra o projeto aprovado no Edital Programa Transpetro em Movimento, com patrocínio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, e da Transpetro. No Tocantins, além das apresentações, a programação também contará com ações formativas para crianças, adolescentes e jovens, nos dias 3 e 4 de julho, e intercâmbio artístico com o Circo Os Kaco.

Com 29 anos de atuação na zona norte do Recife, a Escola Pernambucana de Circo é uma Organização da Sociedade Civil reconhecida pelo trabalho com a pedagogia do circo social. A instituição desembarca no Tocantins com a Trupe Circus, formada por jovens artistas que iniciaram suas trajetórias ainda crianças nos processos formativos da EPC e que hoje integram o grupo profissional da escola.

O espetáculo “Circo Science – do Mangue ao Picadeiro” é uma homenagem a Chico Science, aos 30 anos do Movimento Manguebeat e ao lançamento do álbum “Da Lama ao Caos”, primeiro disco da banda Chico Science & Nação Zumbi, que revolucionou a música brasileira na década de 1990.

A montagem propõe uma experiência cênica que une circo, música, dança, teatro e cultura popular para refletir sobre identidade, juventudes periféricas, ancestralidade, diversidade e resistência. Inspirado na força criativa do Manguebeat, o espetáculo dialoga com a realidade das periferias do Recife e do Brasil, trazendo para a cena corpos, vozes e histórias de jovens artistas pretos, periféricos, LGBTQIA+, mulheres e afrodescendentes.

Mais do que uma apresentação circense, “Circo Science – do Mangue ao Picadeiro” se afirma como um manifesto artístico. Por meio de números circenses tradicionais e contemporâneos, a obra cria uma dramaturgia própria, marcada pela estética pernambucana, nordestina e brasileira, e aproxima o público da potência cultural que nasce dos territórios populares.

A pesquisa cênica da Trupe Circus parte da ideia de que, assim como o Manguebeat colocou uma “antena parabólica na lama”, o circo também pode reinventar linguagens, misturar referências e abrir novos caminhos de expressão. Na cena, aparecem elementos do hip hop, rap, brega funk, rock, vogue, ballroom, cultura popular e memória coletiva, em uma celebração da diversidade e da arte como ferramenta de existência e transformação social.

A circulação pelo Tocantins também fortalece o intercâmbio entre artistas de diferentes regiões do país. Em Taquaruçu, a Escola Pernambucana de Circo se conecta ao trabalho desenvolvido pelo Circo Os Kaco, referência no Tocantins pela atuação cultural, artística e social por meio do circo.

Sobre a Escola Pernambucana de Circo

A Escola Pernambucana de Circo é uma Organização da Sociedade Civil sediada na zona norte do Recife. Há 29 anos, desenvolve ações de formação artística, cidadania, cultura e circo social com crianças, adolescentes e jovens. A instituição atua na promoção de direitos, no fortalecimento de trajetórias juvenis e na valorização da arte circense como linguagem de transformação social.

A Trupe Circus é o grupo artístico profissional da EPC, formado por jovens artistas que construíram suas trajetórias dentro da própria escola e hoje levam ao público espetáculos que unem técnica circense, identidade cultural, crítica social e potência criativa.