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Economia

Foto: Reprodução @realdonaldtrump- Instagram/Marcelo Camargo - Agência Brasil

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As centrais sindicais brasileiras manifestaram nesta quinta-feira, 3, por meio de nota, repúdio ao tarifado imposto pelo governo de Donald Trump às importações dos Estados Unidos. As centrais alertam para suas graves consequências. "A sobretaxa de 10% imposta aos produtos exportados pelo Brasil terá impactos negativos sobre a produção e o emprego, especialmente na indústria e no agronegócio", analisam. 

De acordo com as centrais, em vez de conter a decadência do império norte-americano, como promete o chefe da Casa Branca, o protecionismo agravará os problemas que afetam a economia mundial, desencadeando uma guerra comercial que pode "resultar em uma nova depressão e alimentando o nacionalismo xenófobo". 

Os representantes da centrais sindicais argumentam que o Brasil deve se proteger. "O Brasil deve se proteger e se preparar para responder à iniciativa unilateral de Donald Trump. Nesse sentido, em nome da classe trabalhadora brasileira, as centrais sindicais manifestam apoio à Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade no Senado, que autoriza o governo federal a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros". 

Apoio à indústria nacional 

As centrais ainda manifestam apoiar o fortalecimento da industrialização nacional, o incentivo à produtividade e a geração de empregos de qualidade, com direitos e possibilidade de ascensão. "No âmbito das relações internacionais, defendemos os tratados comuns e o fortalecimento do BRICS, lembrando que, neste ano, teremos o BRICS Sindical, que deverá pautar a guerra tarifária e um novo arranjo que melhor atenda aos trabalhadores dos países envolvidos", concluem as centrais em nota. 

A nota é assinada por Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores); Miguel Torres, presidente da Força Sindical; Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores); Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil); Moacyr Tesch Auersvald, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores); Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e José Gozze, presidente da Pública, Central do Servidor.