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Saúde

Foto: Divulgação Sintras

Foto: Divulgação Sintras

O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde no Estado do Tocantins (Sintras-TO) avalia como um avanço histórico para os trabalhadores do Sistema Único de Saúde a aprovação, pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Protocolo nº 012/2025 da Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS (MNNP-SUS).

O protocolo aprovado define princípios e orientações para a pactuação, implementação, financiamento e acompanhamento da carreira, com adesão voluntária de estados e municípios, enfrentando um dos principais desafios históricos do SUS: a precarização dos vínculos de trabalho e as desigualdades salariais e de condições entre diferentes regiões do país.

O presidente do Sintras, Manoel Miranda, teve participação direta na construção da proposta, na condição de membro titular da Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS, representando a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS). O espaço é responsável por negociar relações e condições de trabalho no SUS em âmbito nacional, reunindo representantes dos trabalhadores, gestores e prestadores de serviço.

Para Manoel Miranda, a aprovação do protocolo reafirma uma luta antiga do movimento sindical e do controle social em saúde. “Essa diretriz representa um passo concreto na valorização de quem sustenta o SUS todos os dias. A Carreira Única Interfederativa é uma ferramenta fundamental para combater a precarização, garantir isonomia e dar dignidade aos trabalhadores da saúde em todo o país”, afirmou.

O presidente do Sintras também destacou que a proposta dialoga diretamente com deliberações já aprovadas em instâncias democráticas, como a 17ª Conferência Nacional de Saúde e a 4ª Conferência Nacional de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. “Não se trata de uma ideia nova, mas de uma decisão política amadurecida ao longo dos anos, construída com ampla participação social”, completou.

A Carreira Única Interfederativa do SUS estabelece um marco nacional de princípios, respeitando a autonomia dos entes federados, mas criando uma base comum para concursos públicos, progressão funcional, remuneração e condições de trabalho. Para o Sintras, o desafio agora é transformar essa diretriz em realidade, com compromisso político, financiamento adequado e defesa do caráter público do SUS.