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Polí­cia

O Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio da Promotoria de Justiça de Araguaçu, manifestou-se favoravelmente ao pedido da autoridade policial para a decretação da prisão temporária de dois policiais militares em inquérito que apura um homicídio ocorrido na zona rural de Sandolândia. A medida foi acolhida pelo Poder Judiciário, que determinou a custódia dos investigados pelo prazo de 30 dias.

O crime ocorreu em setembro de 2025 e é objeto de investigação conduzida pela Polícia Civil. As investigações apontam que a vítima foi executada com múltiplos disparos de arma de fogo em uma emboscada, durante a madrugada, em local ermo. 

Por se tratar de processo que tramita sob sigilo de justiça, não podem ser divulgados nomes, características dos envolvidos ou detalhes que possam comprometer a apuração dos fatos.

Em sua manifestação, o Ministério Público destacou que a prisão temporária é necessária para assegurar o regular andamento das investigações, diante de indícios de tentativa de interferência na produção de provas. 

Na decisão, a Justiça determinou que o cumprimento da prisão deve ocorrer em unidade militar, em razão da condição funcional dos investigados, conforme previsão legal aplicável.

Segundo o apurado, há fortes indícios de que o crime teria sido motivado por retaliação. Dias antes de ser morta, a vítima havia procurado o Ministério Público para formalizar uma notícia de fato relatando condutas abusivas e ameaças supostamente praticadas pelos agentes públicos investigados.