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Esportes

Reprodução/Verde TV

O tênis de mesa brasileiro atravessa uma fase sem precedentes. Em janeiro de 2026, Três Coroas, no Rio Grande do Sul, sediou o STAG Global 2026, a Classic Table Tennis World Cup, reunindo atletas de 20 países durante oito dias no Ginásio Municipal Armando Brusius.

Além do esporte de alto nível, o Mundial marcou um momento histórico para a inclusão: Steve Claflin, presidente da ICCTF, anunciou a participação inédita de atletas com condições neurológicas ou fisiológicas, graças a um projeto do médico norte-americano Armando Barbera.

Como o tênis de mesa cresce no Brasil?

O município gaúcho conta agora com o Projeto Esporte Campeão, que reúne 240 alunos de escolas municipais no contraturno escolar para a prática do tênis de mesa clássico. Iniciativas como essa ilustram o fortalecimento da base no país.

A Federação Gaúcha de Pingue-Pongue (FGPP), que completou 105 anos em 2025, possui mais de 750 atletas filiados, um indicativo da capilaridade que o esporte atinge em nível estadual. Quando projetos de formação se somam a eventos internacionais em solo brasileiro, o resultado é um ciclo virtuoso de revelação de talentos e visibilidade.

Além de assistir às partidas e frequentar clubes, parte do público também acompanha o esporte por meio de plataformas de apostas esportivas.

Para quem busca informações sobre esse segmento de forma responsável, a Gazeta Esportiva mantém uma cobertura sobre as casas de apostas autorizadas no Brasil, servindo como referência jornalística sobre o tema. Jogue com responsabilidade.

O protagonista do ciclo: Hugo Calderano

Hugo Calderano alcançou um feito inédito ao assumir a segunda colocação do ranking mundial de tênis de mesa, tornando-se o atleta mais bem posicionado das Américas na história da modalidade. A atualização da lista da ITTF foi publicada nesta segunda-feira (9 de fevereiro).

"É um grande orgulho para mim levar o Brasil a mais um lugar inédito na história do tênis de mesa", disse Calderano em depoimento à CBTM. Hugo está atualmente com 6.050 pontos no ranking, atrás apenas do chinês Wang Chuqin, que aparece com 9.759 pontos.

Na semana anterior à subida no ranking, o brasileiro foi campeão da ITTF Americas Cup 2026, título inédito que reforçou sua hegemonia continental. O triunfo se soma a uma temporada 2025 marcada pelo título da Copa do Mundo de Tênis de Mesa, em Macau. Após quase dez anos no TTF Liebherr Ochsenhausen, Calderano defenderá o FC Saarbrücken a partir da próxima temporada, disputando a Bundesliga, a Copa da Alemanha e a Liga dos Campeões.

Além de Hugo Calderano: novos nomes do Brasil

O tênis de mesa brasileiro vai além de Hugo Calderano, e novos talentos já despontam pelo país. Alguns desses nomes se destacaram em campeonatos pequenos e vêm ganhando destaque pelo país.

 

Angelina Ferronato, destaque de 2025

A jovem mesatenista Angelina Ferronato, de 12 anos, atleta do Clube Chokito Tênis de Mesa, foi um dos grandes destaques do esporte tocantinense. Nos Jogos Escolares Brasileiros 2025, realizados em outubro em Uberlândia (MG), Angelina representou o Tocantins na categoria escolar feminina. Sua trajetória exemplifica como programas estaduais alimentam o pipeline de revelações do país.

Talentos gaúchos e a formação de base

No próprio Mundial Clássico de Três Coroas, a decisão sub-18 na modalidade sandpaper foi protagonizada por dois atletas do município: Lucas Borges e Rafael Smaniotto. Lucas conquistou o título mundial, enquanto Rafael, já campeão em Macau no ano anterior, chegou a mais uma final internacional. Ambos são frutos do “Projeto Dimenores”, que atua há dez anos na formação esportiva e cidadã.

O que esperar em 2026?

Segundo a Federação Internacional de Tênis de Mesa, o Mundial por Equipes retornou a Londres entre 28 de abril e 10 de maio, celebrando o centenário do primeiro campeonato realizado na capital inglesa em 1926.

O calendário inclui ainda quatro Grand Smashes (Singapura, Estados Unidos, Suécia e China), além de eventos WTT Champions, Star Contender e Contender ao longo de todo o ano. A Mixed Team World Cup encerra a temporada entre novembro e dezembro, fechando um ciclo que também contempla o Mundial Paralímpico e o Mundial Juvenil.

As metas da seleção brasileira

Com Calderano consolidado no top 2 mundial e a seleção classificada para Londres, o Brasil mira seus melhores resultados coletivos na história. O próprio atleta já sinalizou que o objetivo segue sendo o primeiro lugar do mundo.

No feminino, nomes como Bruna Takahashi sustentam a competitividade do país em nível continental, enquanto a base escolar promete renovação a médio prazo.