O agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã, especialmente após a confirmação da morte do líder aiatolá Ali Khamenei, pode impactar diretamente a política migratória americana, com aumento da fiscalização, restrições de vistos e maior rigor na entrada de estrangeiros.
O contexto de segurança nacional costuma gerar mudanças em entrevistas consulares, renovações de visto e processos de residência. Conforme explica Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados e especialista em Direito Internacional Empresarial, em momentos de instabilidade geopolítica ligados a segurança nacional, o padrão nos EUA costuma ser de uma triagem rigorosa, com checagens extras e mais rigor discricionário na entrada e visitas mais frequentes à famigerada “salinha” e deportações.
“Os mais afetados costumam ser quem tem vínculo direto ou indireto com o “teatro” do conflito, seja pessoal, com dupla nacionalidade, residência, família imediata, histórico documental ligado a países “sensíveis” e até mesmo viagens, ou profissional. Quem tem qualquer elemento que aumente a “complexidade” do perfil (rotas, vínculos, área técnica, histórico migratório) costuma sentir mais: entrevista mais profunda, atrasos de processamento e maior chance de perguntas na entrada”, afirma o advogado.
Brasileiros que já têm viagem marcada ou processos migratórios em andamento devem redobrar o planejamento e a organização documental. “É fundamental portar todos os comprovantes que demonstrem o objetivo legítimo da viagem, como passagens, reservas, vínculos profissionais, acadêmicos ou familiares no Brasil”, recomenda Canutto.
“Além disso, recomenda-se acompanhar possíveis mudanças nas regras migratórias, chegar com antecedência aos aeroportos e estar preparado para entrevistas mais rigorosas na imigração”, conclui o especialista.
Fernando Canutto é especialista em Direito Empresarial Internacional, com atuação em migração para os EUA. Também é especialista em Direito Societário, Bancário e Mercado de Capitais. Pós-graduação em Direito Corporativo pelo IBMEC.
