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Economia

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começa nesta semana e segue até o dia 29 de maio. A Receita Federal estima receber cerca de 44 milhões de declarações neste ano, mantendo o volume elevado de contribuintes obrigados a prestar contas ao Fisco. 

A declaração é referente aos rendimentos obtidos ao longo de 2025 e, por isso, mudanças recentes na faixa de isenção. como a proposta para quem recebe até R$ 5 mil mensais, ainda não impactam este ciclo. As novas regras devem valer apenas para a declaração de 2027. 

Mesmo antes do envio, especialistas recomendam que os contribuintes iniciem a organização dos documentos para evitar inconsistências e reduzir o risco de cair na malha fina. 

Quem deve declarar o Imposto de Renda em 2026 

- Quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 em 2025 

- Quem teve rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte acima de R$ 200 mil 

- Quem realizou operações na bolsa de valores acima de R$ 40 mil ou com ganho sujeito à tributação 

- Quem obteve ganho de capital na venda de bens ou direitos 

- Quem teve receita bruta acima de R$ 177.920,00 em atividade rural 

- Quem possuía bens ou direitos acima de R$ 800 mil até 31 de dezembro de 2025 

- Quem passou a ser residente no Brasil em 2025 

- Quem optou por declarar bens, direitos ou investimentos no exterior 

Quem está isento 

Estão isentos da obrigatoriedade de declaração os contribuintes que receberam, em média, até dois salários mínimos mensais ao longo de 2025, desde que não se enquadrem em outros critérios de obrigatoriedade. 

Como se preparar para declarar 

Antes do início do prazo, é fundamental reunir documentos como: 

- Informes de rendimentos de empresas e bancos 

- Comprovantes de despesas médicas e educacionais 

- Recibos de pagamento a profissionais liberais 

- Documentos de compra e venda de bens 

Segundo a contadora Andressa Garcia, da Aliança Assessoria Contábil e Financeira, a organização antecipada faz diferença no resultado da declaração. 

“Quando o contribuinte se antecipa, ele consegue conferir dados, evitar divergências com as informações já enviadas à Receita e reduzir significativamente o risco de cair na malha fina”, explica. 

A ordem de entrega continua sendo um dos critérios para o pagamento das restituições. Contribuintes que enviam a declaração nos primeiros dias, sem erros, têm mais chances de receber nos primeiros lotes. 

Além disso, o uso da declaração pré-preenchida e a opção por recebimento via Pix também garantem prioridade, após os grupos preferenciais, como idosos e pessoas com deficiência. 

Entre os principais motivos que levam contribuintes à retenção em malha fina estão a omissão de rendimentos, inclusive de dependentes, divergências entre os valores informados por empresas e instituições financeiras, a inclusão indevida de despesas médicas e erros no cadastro de dependentes. Para evitar esses problemas, a Receita Federal disponibiliza diferentes formas de envio da declaração: pelo computador, com download do programa no site oficial do órgão, ou por dispositivos móveis, por meio do aplicativo oficial da Receita. (Precisa/AI)