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Economia

Foto: Lia Mara/Secom Palmas

Foto: Lia Mara/Secom Palmas

Com a chegada da Semana Santa, o aumento no consumo de pescados já começa a movimentar a cadeia de abastecimento em todo o país. Impulsionada por tradições religiosas e mudanças no padrão alimentar durante a Quaresma, a demanda pode crescer cerca de 30% neste período, segundo estimativas da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). O volume, concentrado em poucas semanas, exige planejamento antecipado para evitar desabastecimento e garantir a qualidade dos produtos.

Nos bastidores, a operação funciona em ritmo acelerado. Para atender ao aumento repentino da procura, distribuidoras precisam ampliar estoques, reforçar a frequência de entregas e ajustar rotas em um curto intervalo de tempo. O desafio é aumentar o volume distribuído sem comprometer a cadeia de frio, essencial para preservar um produto altamente perecível como o pescado.

Além da alta na demanda, o comportamento do consumidor também influencia diretamente essa dinâmica. Levantamento da Embrapa Pesca e Aquicultura, com recorte que inclui dados de consumo em Palmas (TO), aponta que 36,12% das compras de pescado são realizadas em supermercados, enquanto o principal local de consumo é a própria residência, representando 72,23% dos casos. Esse padrão concentra a demanda no varejo e exige que o abastecimento seja contínuo, especialmente nos dias que antecedem a Semana Santa.

“Quando a demanda cresce de forma concentrada, o maior desafio é equilibrar volume e tempo. É preciso garantir que o produto esteja disponível nos pontos de venda no momento certo, sem comprometer a qualidade ou gerar perdas ao longo da cadeia”, explica Valéria Piovesan, gestora de compras e fornecedores da Mix Alimentos.

Segundo Valéria, o controle de temperatura é um dos pontos mais críticos de toda a operação. “O pescado exige uma cadeia de frio contínua, desde a origem até o ponto de venda. Trabalhamos com câmaras frias e transporte refrigerado para garantir que o produto mantenha suas características e chegue ao consumidor com segurança”, destaca.

Empresas distribuidoras como a Mix Alimentos têm papel estratégico nesse processo, conectando fornecedores e varejo para manter o fluxo de abastecimento mesmo em períodos de pico. Para o consumidor, a orientação é priorizar estabelecimentos que garantam a correta conservação dos produtos e, sempre que possível, antecipar as compras para evitar oscilações de preço e maior movimento nos dias próximos à data. (Precisa/AI)