Mesmo diante do aumento expressivo nos preços dos chocolates, a Páscoa de 2026 deve registrar forte movimentação no comércio. Segundo projeções da CNC e da CDL-SP, cerca de 106 milhões de brasileiros devem ir às compras, com expectativa de crescimento de 12% nas vendas totais. O dado chama atenção especialmente pelo contexto desafiador: o valor médio dos ovos de Páscoa subiu até 124,7% em alguns segmentos, reflexo da crise global do cacau, que elevou em até 24,77% o custo da matéria-prima para barras e bombons.
Tradicionalmente uma das datas mais importantes para o varejo, a Páscoa funciona como um impulsionador do consumo, estimulando estratégias comerciais e ações promocionais em diferentes setores. Para Gabriela Jardim, gestora da Lugano Chocolates de Palmas, o momento exige planejamento e adaptação. “Mesmo com o aumento dos custos, percebemos um consumidor disposto a celebrar a data, ainda que com escolhas mais estratégicas. Para as empresas, o segredo está no planejamento antecipado, na diversificação do portfólio e na criação de experiências que agreguem valor ao produto, indo além do preço”, destaca.
Além do impacto direto nas vendas, a data também fortalece o relacionamento entre marcas e consumidores, criando oportunidades para fidelização. Campanhas temáticas, kits personalizados e ações no ponto de venda têm ganhado espaço como alternativas para atrair o público e aumentar o ticket médio, especialmente em um cenário onde o consumidor está mais atento ao custo-benefício.
Nesse contexto, a Páscoa se consolida não apenas como uma data comemorativa, mas como um período estratégico para o crescimento dos negócios. “Para os empresários, é uma oportunidade de posicionamento e fortalecimento de marca. Mais do que vender, é sobre gerar conexão com o cliente e aproveitar o momento para se destacar no mercado. Quem entende isso consegue transformar a Páscoa em um verdadeiro motor de crescimento”, reforça Gabriela Jardim. (Precisa/AI)

