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Foto: Divulgação Senai/TO

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Um exercício prático de autoconhecimento, comunicação e visão de carreira marcou a apresentação do Projeto Aprendiz com Propósito dos Jovens Aprendizes da J. Demito, realizada no Centro de Educação e Tecnologia (CETEC) do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) Tocantins, em Araguaína. 

A proposta colocou os participantes diante de um desafio direto: explicar, em duplas, qual é o seu papel dentro da empresa e o que aprenderam até agora na jornada como aprendizes. As apresentações foram avaliadas por lideranças da empresa e por representantes do Senai, que atuaram como banca, com premiação para os destaques. 

A iniciativa buscou ir além da rotina operacional, incentivando competências cada vez mais exigidas pelo mercado, como comunicação, protagonismo, responsabilidade e visão estratégica. 

Formação além da função 

De acordo com a diretora da J. Demito, Janaína Nagy, o projeto foi pensado para provocar os jovens a enxergarem o próprio potencial desde o início da carreira. “Nosso objetivo é mostrar desde o início aos nossos jovens que a carreira é construída por desafios, oportunidades e protagonismo. É mostrar que eles podem sempre mais, podem ir além, podem fazer a diferença”, destacou. 

Segundo ela, o primeiro desafio já evidenciou avanços importantes. “Eles destacaram planejamento, postura e protagonismo. Ser jovem aprendiz vai muito além de ter um crachá ou cumprir um horário. É uma oportunidade rara de começar antes, de errar enquanto aprende e de crescer enquanto muitos ainda estão apenas imaginando por onde começar”, completou. 

Conexão com a indústria 

Para o gerente do CETEC de Araguaína, Evandro Lima, ações como essa fortalecem a conexão entre formação profissional e as demandas reais da indústria. 

Segundo ele, o projeto evidencia, na prática, como a aprendizagem técnica aliada ao desenvolvimento comportamental prepara jovens mais completos para o mercado de trabalho. “Quando o aluno é desafiado a refletir sobre o próprio papel dentro da empresa, ele desenvolve não só habilidades técnicas, mas também competências essenciais como comunicação, senso de responsabilidade e visão de negócio. Esse é o perfil que a indústria busca: profissionais preparados para pensar, propor e agir”, afirmou. 

Aprendizado na prática 

Entre os participantes, a experiência foi vista como um divisor de águas. A jovem aprendiz Maria Moraes Vieira, aluna do curso de Operador de Computador 4.0, destacou o impacto do projeto na compreensão do próprio trabalho. “Durante a apresentação, percebi melhor o impacto do meu trabalho dentro da empresa. Entendi que meu papel não é só executar tarefas, mas ajudar a conectar áreas, organizar informações e apoiar ações que impactam colaboradores e a comunidade”, explicou. 

Ela também ressaltou os avanços pessoais ao longo do processo. “Melhorei minha comunicação, desenvolvi mais responsabilidade e passei a entender melhor como as áreas se conectam. O curso ajudou muito no uso de ferramentas digitais e na forma de apresentar ideias”, disse. 

Para Maria, a experiência também influenciou diretamente seus planos. “Me ajudou a acreditar mais no meu potencial. Mas toda oportunidade também traz responsabilidade”, completou. 

Desenvolvimento e confiança 

O jovem aprendiz Pedro Henrique da Silva Carneiro também destacou o impacto do desafio, especialmente na forma de enxergar o mercado de trabalho. “Foi uma experiência muito boa. Me fez entender melhor o que o mercado pode exigir da gente. Não é só o dia a dia na empresa, é sobre saber atuar como profissional”, afirmou. 

Ele destacou ainda habilidades desenvolvidas ao longo do projeto. “Aprendi muito sobre trabalho em equipe, comunicação e até a ter mais segurança para falar em público. Hoje isso é essencial”, disse. 

A avaliação por profissionais experientes, segundo ele, foi um dos pontos mais marcantes. “Teve um grande impacto. Cada orientação que recebemos foi para ajudar no nosso crescimento. Foi uma experiência que vou levar para a vida”, concluiu.