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Economia

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A menos de um mês para o fim do prazo de entrega do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, mais da metade dos contribuintes brasileiros ainda não enviou a declaração. Dados atualizados da Receita Federal apontam que quase 20 milhões de declarações já foram recebidas, número que representa pouco menos da metade do total de 44 milhões esperado para este ano. 

O cenário acende um alerta, já que milhões de contribuintes ainda precisam prestar contas ao Fisco antes do encerramento do prazo, em 29 de maio. Tradicionalmente, o volume de envios aumenta nas últimas semanas, mas deixar para a última hora pode gerar riscos, como erros no preenchimento, inconsistências nas informações e até instabilidades no sistema da Receita Federal. 

Restituição e primeiro lote

Outro ponto de atenção é o calendário de restituições. Para quem deseja receber no primeiro lote, previsto para pagamento no dia 29 de maio, é fundamental enviar a declaração o quanto antes, preferencialmente até o dia 10 de maio. 

Além da ordem de envio, outros critérios aumentam a prioridade no recebimento, como: 

-Utilizar a declaração pré-preenchida; 

-Optar pelo recebimento via Pix; 

-Estar incluído em grupos prioritários (idosos, pessoas com deficiência e -professores). 

Segundo a Receita, 70,3% das declarações já enviadas terão direito à restituição, enquanto 16,9% precisarão pagar imposto e 12,8% não terão valores a pagar nem a receber. Quem perder o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 1% ao mês sobre o imposto devido. Devem declarar, entre outros critérios: 

- Pessoas com rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025; 

-Contribuintes com receita bruta rural superior a R$ 177.920. 

Especialistas alertam que, mais do que cumprir o prazo, é essencial garantir a precisão das informações para evitar cair na malha fina. 

Para a especialista contábil Andressa Garcia, o momento exige planejamento e cautela por parte dos contribuintes. “Muitos brasileiros deixam a declaração para os últimos dias, o que aumenta significativamente o risco de erros. O ideal é antecipar o envio, revisar todas as informações e, se possível, contar com apoio profissional. Além de evitar multas, isso também aumenta as chances de receber a restituição mais cedo e sem complicações com a Receita Federal”, destaca. 

Andressa reforça ainda que o uso da declaração pré-preenchida tem facilitado o processo, mas não dispensa a conferência dos dados. Com o prazo se aproximando, especialistas recomendam organização dos documentos, atenção aos detalhes e, principalmente, agilidade no envio para evitar prejuízos e garantir os benefícios da restituição. (Precisa/AI)