Conexão Tocantins - O Brasil que se encontra aqui é visto pelo mundo
Saúde

Foto: Raiza Milhomem/Secom Palmas

Foto: Raiza Milhomem/Secom Palmas

Mesmo após a realização do concurso público de 2024, farmacêuticos aprovados no cadastro de reserva seguem aguardando convocação e posse no quadro de servidores da Prefeitura de Palmas. O alerta é do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do Tocantins (SINDIFATO), que aponta impactos diretos na assistência farmacêutica e no acesso da população palmense a medicamentos e tratamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a entidade, o tema já foi levado à Secretaria Municipal de Saúde em reunião no Conselho Municipal de Saúde, e também comunicado ao Ministério Público Estadual, com a justificativa de que a ausência de farmacêuticos vem provocando prejuízos concretos à sociedade. Segundo o sindicato, farmácias municipais estariam funcionando apenas em um período, o que reduz a disponibilidade de atendimento e dificulta a retirada de medicamentos e o acompanhamento adequado do uso, especialmente para pacientes com tratamentos contínuos.

Conforme levantamento do sindicato, as unidades citadas como afetadas incluem: 409 Norte (fechada à tarde), Aureny 3 (fechada pela manhã), Taquari (fechada à tarde), CAPS AD (fechado à tarde), além de Taquaruçu, que, segundo a entidade, conta com apenas um farmacêutico. O sindicato também afirma que outras duas farmácias passaram a ficar fechadas: Santa Bárbara e 406 Norte.

Para o Sindifato, a dificuldade de acesso aos medicamentos representa, na prática, a impossibilidade de iniciar ou manter tratamentos, o que pode levar ao agravamento do quadro clínico dos pacientes e ao aumento da procura por atendimentos mais complexos e custosos. A entidade sustenta que situações que poderiam ser resolvidas na atenção básica acabam se transformando em problemas maiores, elevando os custos e pressionando ainda mais o SUS, que opera com recursos limitados.

Apesar das manifestações formais, o sindicato afirma que, até o momento, nenhuma providência foi adotada pela Secretaria Municipal de Saúde para resolver a situação apontada. Diante disso, a entidade informou que já solicitou reunião com a gestão municipal, com o objetivo de discutir medidas e buscar uma solução definitiva para a recomposição de pessoal nas unidades.

Segundo o presidente do sindicato, Renato Soares Pires Melo, a falta de profissionais é apenas parte do problema. Ele afirma que a falta de medicamentos também tem sido recorrente, sendo apontada pela Ouvidoria da Secretaria Municipal de Saúde como uma das denúncias mais frequentes. “Então além da falta de pessoal existe a falta de medicamentos. O que acaba afunilando o tratamento de saúde da sociedade palmense”, declarou.

Leia também: Prefeito Eduardo Siqueira nomeia 126 candidatos do cadastro de reserva da Educação