Com as férias de janeiro e o aumento das atividades ao ar livre, crescem os casos de queimaduras provocadas pelo sol, especialmente em parques e clubes. De acordo com Caio Maia Nepomuceno, professor do curso de Farmácia da Unopar, muitas pessoas recorrem à babosa (Aloe vera) para aliviar a ardência e acelerar a recuperação da pele, mas o uso correto da planta é fundamental para evitar irritações e complicações.
O gel transparente encontrado no interior das folhas é rico em propriedades anti-inflamatórias, cicatrizantes e hidratantes, sendo utilizado há séculos no cuidado com a pele. “A Aloe vera tem ação calmante e contribui para a regeneração dos tecidos, mas é importante saber extraí-la e aplicá-la da maneira adequada”, reforça.
Quando a babosa é indicada
O especialista esclarece que o gel pode ser aplicado somente em queimaduras leves, de primeiro grau e, em alguns casos, de segundo grau superficial. Nesses quadros, o uso externo ajuda a:
- aliviar a dor e o ardor;
- reduzir a inflamação;
- acelerar o processo de cicatrização;
- manter a pele hidratada durante a recuperação.
Cuidados essenciais ao usar Aloe vera
Alguns cuidados são indispensáveis para garantir segurança no tratamento, como em relação ao gel interno, transparente, que deve ser utilizado, diferente da casca verde que contém substâncias potencialmente irritantes. Antes da aplicação, é importante realizar um teste de alergia no dorso da mão e aguardar até duas horas; caso haja vermelhidão ou irritação, o uso deve ser suspenso.
As receitas caseiras envolvendo produtos industrializados, como pasta de dente, manteiga ou maisena, devem ser evitadas, já que podem agravar as lesões. O gel pode ser armazenado em recipiente fechado na geladeira por até 30 dias, e a recomendação é utilizar plantas cultivadas em casa ou produtos adquiridos em farmácias de manipulação confiáveis.
Quando a babosa não deve ser usada
O coordenador alerta que queimaduras mais graves exigem atendimento médico e não devem ser tratadas com plantas medicinais. “Queimaduras extensas, com bolhas grandes, sinais de infecção, ou lesões causadas por agentes químicos ou eletricidade precisam de avaliação profissional imediata”, orienta.
O uso inadequado do gel pode atrasar a cicatrização. “A Aloe vera é uma aliada importante, mas não substitui o atendimento médico quando há risco de complicações”, afirma.

