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Veículos

Foto: Sérgio Dias

A abertura de 2026 confirmou a permanência do Jeep Compass na liderança do segmento de SUVs médios no Brasil. Após encerrar 2025 com 61,2 mil unidades emplacadas, à frente do Toyota Corolla Cross, que somou 59,7 mil registros, o modelo iniciou o novo ciclo com 4,5 mil unidades no primeiro mês do ano. Na sequência aparecem o GWM Haval H6, com 2,6 mil, e novamente o Corolla Cross, com 2,2 mil unidades.

Os dados de mercado contextualizam a relevância da linha 2026, que chegou com reorganização de versões, atualização de equipamentos e ampliação de recursos de conectividade e assistência ao condutor. Em um ambiente de concorrência direta e variação mensal nos rankings, a estratégia adotada busca sustentar participação por meio de oferta tecnológica ampliada. Os preços partem de R$ 175 mil.

A gama é composta pelas versões Sport T270, Longitude T270, Série S T270 e Blackhawk. A Sport passou a oferecer novos pacotes de equipamentos. A Longitude ampliou os recursos de multimídia e navegação. A Série S concentra itens voltados à conveniência e à condução assistida. A Blackhawk permanece como configuração topo e pode ser equipada com motorização Hurricane 2.0 ou Hurricane 2.0 Flex, ambas com tração 4x4. A disputa no segmento envolve renovação constante de conteúdo e ajustes de posicionamento.

Foi nesse contexto que avaliei o Compass 2026 na versão Série S T270, em trechos urbanos da capital paulista e em deslocamentos rodoviários pela Região Metropolitana de São Paulo. O uso ocorreu principalmente na rotina diária, em compromissos profissionais e pessoais, incluindo o transporte da minha mãe para uma consulta médica.

 Foto: Sérgio Dias

 Foto: Sérgio Dias

No trânsito urbano, o motor T270 Turbo Flex associado ao câmbio automático de seis marchas entrega 176 cavalos de potência, apresentou respostas compatíveis com as exigências de retomadas e variações de fluxo. A direção elétrica auxiliou em manobras de baixa velocidade, enquanto o conjunto de suspensão absorveu irregularidades do asfalto. O monitoramento de ponto cego e o alerta de tráfego cruzado traseiro atuaram em mudanças de faixa e saídas de vaga.

O Park Assist foi acionado em estacionamentos com vagas paralelas e perpendiculares. O sistema executou as manobras com base na leitura dos sensores, mantendo sob minha responsabilidade o controle dos pedais e do câmbio. A câmera traseira e os sensores dianteiros complementaram o processo. Em avenidas de maior movimento, o piloto automático adaptativo e o assistente ativo de direção contribuíram para manutenção de distância e posicionamento em faixa.

 Foto: Sérgio Dias

Uma ida à consulta médica com minha mãe foi um dos destaques da avaliação. Ela ocupou o banco do passageiro dianteiro, que conta com regulagem elétrica. O ajuste facilitou a acomodação. O teto solar panorâmico ampliou a entrada de luz na cabine. O ar-condicionado automático de duas zonas permitiu regulagem independente de temperatura. Ao final do trajeto, ela registrou aprovação ao espaço interno e ao comportamento do veículo em deslocamento.

Em rodovia, percorri trechos com limite de 100 km/h e 120 km/h na Região Metropolitana de São Paulo. O controle de cruzeiro adaptativo manteve a velocidade programada com intervenções automáticas em situações de redução de tráfego. O painel digital de 10,25 polegadas exibiu informações de condução e sistemas de assistência. A central multimídia de 10,1 polegadas operou com espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay.

 Foto: Sérgio Dias

O porta-malas com abertura elétrica por sensor de presença foi utilizado em paradas rápidas, dispensando o uso das mãos quando estava com bolsas e equipamentos. As rodas de 19 polegadas e o acabamento escurecido diferenciam visualmente a versão Série S dentro da linha. Os pneus utilizam tecnologia Seal Inside, voltada à mitigação de perda de pressão em perfurações de pequena dimensão.

Entre os equipamentos de segurança estão sete airbags, controle eletrônico de estabilidade, assistente de partida em rampa, aviso de colisão frontal com frenagem autônoma e detector de fadiga. O reconhecimento de placas de trânsito e o alerta de mudança de faixa complementam o pacote. Durante a avaliação, os sistemas operaram de forma integrada, com alertas visuais e sonoros no painel.

Após dias de uso, registro três pontos positivos: a sensação de segurança e conforto transmitida durante a condução, a oferta de recursos de assistência ao motorista e o nível de conectividade embarcada. Como ponto passível de melhoria, destaco o consumo urbano, que pode variar em tráfego intenso. No conjunto, a versão Série S T270 posiciona o Compass 2026 de forma consistente na disputa entre os SUVs médios no Brasil.

 Foto: Sérgio Dias

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