Conexão Tocantins - O Brasil que se encontra aqui é visto pelo mundo
Campo

As organizações de povos e comunidades tradicionais, indígenas e agricultores familiares, bem como da sociedade civil poderão tirar suas dúvidas na próxima terça-feira, 3, sobre o projeto Florestas e Comunidades: Amazônia Viva. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará oficina de orientação para a elaboração e envio de propostas para o projeto. A iniciativa, que conta com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tem como objetivo orientar e apoiar a elaboração dos projetos e é voltada a organizações interessadas em submeter propostas à Chamada Pública, aberta no início deste mês.

Durante o encontro, os participantes serão orientados sobre como elaborar a proposta, com informações sobre a documentação necessária e o preenchimento dos formulários disponíveis nos anexos da chamada, bem como sobre as regras de participação no Projeto. Além das diretrizes para se inscrever no Amazônia Viva, esta será uma oportunidade para as organizações proponentes fazerem seus questionamentos e esclarecerem suas dúvidas.

A capacitação marcada para o dia 3 de março, marca o início de um ciclo de oficinas direcionadas a organizações com atuação nos estados da Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Ao todo serão cinco encontros a serem realizados em formato on-line.

Outras quatro oficinas estão agendadas para os próximos dias 17, 24 e 31 de março, sempre com início às 15h (horário de Brasília): no dia 17 de março, voltadas aos estados AC, RR e AP; em 24 de março, AM; em 31 de março, destinadas ao PA e MA; e, por fim, em 7 de abril, contemplando RO, MT e TO. As informações completas do Amazônia Viva estão na íntegra do edital, no site da Conab.

Amazônia Viva

O projeto Florestas e Comunidades: Amazônia Viva é resultado de parceria entre a Companhia, o BNDES, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Serão destinados, por meio do Fundo Amazônia, R$ 80 milhões para fortalecer a produção sustentável de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na Amazônia Legal, enfrentando gargalos históricos que limitam a geração de renda dessas populações, como dificuldades de logística, beneficiamento, armazenamento, adequação sanitária e acesso a mercados.

A expectativa é apoiar ao menos 32 propostas, com valores entre R$ 500 mil e R$ 2,5 milhões, a serem executadas na Amazônia Legal, englobando os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão. 

As propostas apoiadas deverão contribuir para a oferta de alimentos e outros produtos da sociobiodiversidade, com foco na melhoria das condições logísticas, sanitárias, de beneficiamento, processamento, armazenagem e capacidade produtiva. Os projetos poderão incluir assistência técnica e extensão rural, consultorias especializadas, obras civis e instalações, logística, bolsas de pesquisa e extensão, estágios, despesas administrativas diretamente relacionadas aos projetos, além da aquisição de máquinas, equipamentos e insumos.

O edital é dirigido a redes e organizações individuais — como cooperativas e associações da agricultura familiar, povos indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais, extrativistas, pescadores artesanais –, além de organizações da sociedade civil com atuação comprovada na região. Serão priorizados projetos com maior número de beneficiários, protagonismo feminino, participação de jovens e atuação em cadeias da sociobiodiversidade.

A iniciativa busca transformar uma realidade comum na região: comunidades que produzem de forma sustentável, mas perdem renda por falta de infraestrutura básica, enfrentando altos custos de transporte, perdas na produção, dificuldades para cumprir exigências sanitárias e acesso limitado a políticas públicas e mercados consumidores.