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Economia

Os itens que mais influenciaram o resultado foram o tomate, com aumento de 17,4%, o feijão (13,6%) e o leite (8,6%).

Os itens que mais influenciaram o resultado foram o tomate, com aumento de 17,4%, o feijão (13,6%) e o leite (8,6%). Foto: Marcos Filho Sandes/Secom Araguaína

Foto: Marcos Filho Sandes/Secom Araguaína Os itens que mais influenciaram o resultado foram o tomate, com aumento de 17,4%, o feijão (13,6%) e o leite (8,6%). Os itens que mais influenciaram o resultado foram o tomate, com aumento de 17,4%, o feijão (13,6%) e o leite (8,6%).

A cesta básica em Palmas apresentou variação de 3,76% em março de 2026, alcançando R$ 734,33, segundo levantamento do Núcleo Aplicado de Estudos e Pesquisas Econômico-Sociais (NAEPE). Apesar da alta no mês, o valor ainda se mantém ligeiramente inferior ao registrado em março de 2025.

Os itens que mais influenciaram o resultado foram o tomate, com aumento de 17,4%, o feijão (13,6%) e o leite (8,6%). Também tiveram elevação o arroz (3,2%) e a carne (0,9%). Por outro lado, produtos como açúcar (-3,3%), pão francês (-2,6%) e café (-1,2%) apresentaram recuo, contribuindo para amenizar o impacto geral.

No acumulado do ano, entre janeiro e março, a cesta básica registra elevação de 11,11%, movimento associado, principalmente, a fatores climáticos e sazonais, como o retardo ou a intensificação do período chuvoso, que pode influenciar a produção e a cadeia logística de alguns alimentos.

O levantamento também evidencia reflexos no orçamento das famílias. Em março, o custo da cesta básica familiar chegou a R$ 2.202,99, enquanto o salário-mínimo necessário para cobrir despesas essenciais foi estimado em R$ 6.169,11 — cerca de 3,8 vezes, o salário mínimo atual. Com isso, o comprometimento da renda líquida com alimentação ficou em 49%.

De acordo com o coordenador da pesquisa, Dr. Autenir de Rezende, o comportamento observado é típico deste período do ano. Segundo o economista: “a maior causa desta variação está relacionada a efeitos climáticos e à sazonalidade na produção e distribuição de alimentos, como tem acontecido com o feijão, por exemplo”.

Mesmo com as oscilações recentes, a comparação anual aponta leve redução de 1,64% no custo da cesta, o que sinaliza um cenário de relativa estabilidade no médio prazo, embora ainda demande atenção, especialmente das famílias de menor renda.

Naepe

Os dados completos da pesquisa podem ser acessados no site naepepesquisas.com e no perfil oficial do Núcleo no Instagram (@naepe.pesquisas). O estudo conta com apoio do Ministério Público do Tocantins (MPTO), da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (FAPTO), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (FAPT), do PET Economia da UFT e do Conselho Regional de Economia do Tocantins (Corecon-TO).