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Saúde

Foto: Raiza Milhomem/Secom Palmas

Foto: Raiza Milhomem/Secom Palmas

O Sindicato dos Farmacêuticos do Tocantins (Sindifato) alega que a terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul no município de Palmas tem gerado um cenário de incerteza para centenas de servidores lotados na UPA Norte. Segundo a entidade, muitos profissionais se encontram em um limbo trabalhista, sem saber para quais unidades serão realocados. 

De acordo com o Sindifato, essa "situação caótica" reflete a falta de transparência na gestão municipal da saúde. O presidente Renato Soares destaca que alguns servidores tiveram a oportunidade de solicitar deslocamento para a unidade de sua preferência, mas foram negados. "Outros foram encaminhados para locais opostos ao seu posto de trabalho anterior, exigindo deslocamentos diários superiores a 20 km. Profissionais com mais de 20 anos de rotina consolidada agora enfrentam mudanças abruptas, rompendo com a estabilidade conquistada ao longo dos anos", critica. 

Para o Sindifato, essa conduta demonstra o desrespeito da gestão municipal com os servidores da saúde, que foram tratados como heróis durante a pandemia de 2020 a 2022, "e agora são vistos como descartáveis". 

O presidente Renato acrescenta que a ausência de diálogo com o controle social e os avaliadores da saúde agrava o problema, criando um ambiente de instabilidade laboral. 

Leia também: Vice-presidente do CMS reafirma importância do controle social após manifestação do MP/TO sobre terceirização 

Posicionamento totalmente contrário 

O Sindicato dos Farmacêuticos reafirmou seu posicionamento totalmente contrário à terceirização das UPAs de Palmas. "A falta de diálogo com a gestão municipal está gerando uma situação caótica na saúde pública, com reflexos diretos no atendimento à população da capital e região".