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Polí­tica

Thamires Lima, porta-voz do Coletivo Somos, anunciou a saída da base.

Thamires Lima, porta-voz do Coletivo Somos, anunciou a saída da base. Foto: Divulgação

Foto: Divulgação Thamires Lima, porta-voz do Coletivo Somos, anunciou a saída da base. Thamires Lima, porta-voz do Coletivo Somos, anunciou a saída da base.

O Coletivo Somos, através da porta-voz Thamires Lima, anunciou nessa quarta-feira, 10, a saída da base da gestão do prefeito Eduardo Siqueira Campos na Câmara de Palmas. A decisão foi comunicada por meio de vídeo divulgado nas redes sociais do Somos. 

Thamires argumenta na gravação que o Coletivo permaneceu até então na base do governo municipal por considerar políticas públicas historicamente negadas na capital. "Enquanto tivemos na gestão, Palmas avançou em políticas de igualdade racial, diversidade, direitos humanos e cultura popular, de forma inédita. Ajudamos a construir ações voltadas para a população negra, comunidade LGBT, para povos de religiões de matriz africana, para a juventude periférica, para o hip hop, para a capoeira, para os povos ciganos, para diferentes movimentos sociais que há décadas são negligenciados pelo poder público", destacou. 

A porta-voz reclamou que, apesar de inúmeros esforços, os anseios do Coletivo não conseguiram mais encontrar espaço. "Chegamos a um ponto que nossas posições, nossos alertas e defesas históricas deixaram de encontrar espaço dentro da gestão", acrescentou. 

Crise na Saúde 

A gestão do prefeito Eduardo enfrenta crise na Saúde. Nessa quarta-feira, 10, a Polícia Civil (PC/TO) efetuou a prisão da secretária de Saúde (Semus), Dhieine Caminski, e do superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, em ação de uma nova fase da Operação Falsa Emergência, que investiga supostas irregularidades na terceirização da gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul da capital - contrato celebrado entre a Prefeitura e a Santa Casa de Misericórdia de Itatiba.

Secretário deve sair do cargo 

De acordo com Thamires Lima, os últimos acontecimentos aprofundaram divergências políticas e administrativas que já vinham sendo debatidas internamente e tornaram inviável a continuidade da relação política entre o Coletivo Somos e a gestão do prefeito Eduardo. 

Segundo a porta-voz, o Somos também decidiu deixar de compor os quadros da gestão, entregando a Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e Direitos Humanos. O secretário Eduardo Azevedo, integrante do Coletivo, deve deixar a pasta. 

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