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Análise Econômica

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, deve anunciar manutenção da atual taxa Selic

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, deve anunciar manutenção da atual taxa Selic Foto: Alexandre Boiczar/Banco Central

Foto: Alexandre Boiczar/Banco Central Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, deve anunciar manutenção da atual taxa Selic Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, deve anunciar manutenção da atual taxa Selic

A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) avalia que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve anunciar a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano na reunião que ocorre nessa terça e quarta-feira (27 e 28). De acordo com a Assessoria Econômica da entidade, o comportamento estável das variáveis que compõem o cenário de referência indica que também não são esperadas mudanças relevantes nas projeções de inflação do Copom.

Para Everton Gonçalves, diretor de Economia, Regulação e Produtos da ABBC, a manutenção da taxa real de juros ex-ante em patamar fortemente contracionista e o alongamento do horizonte relevante para a política monetária para o 3º trimestre de 2027 dão espaço para que se pudesse fazer uma pequena redução de -0,25 p.p..

A reunião que inicia-se nesta terça-feira (27) ganha relevância adicional neste começo de ano, em meio à expectativa de investidores e analistas sobre os próximos passos da política monetária. Ainda assim, avalia Gonçalves, mesmo com um ambiente mais favorável ao início da flexibilização, o comunicado do Copom deve adotar um tom cauteloso, indicando a manutenção dos juros em níveis elevados por mais tempo antes do início efetivo do ciclo de cortes. “Embora entendamos que as condições para o início do processo de flexibilização monetária estejam presentes, acreditamos que o Copom deverá agir com elevada prudência, mantendo a taxa básica de juros no atual patamar”, afirma o diretor.

Na reunião de dezembro, o Banco Central já havia sinalizado maior confiança na trajetória de desaceleração da inflação, reforçando a percepção de que a redução dos juros se aproxima, ainda que sem uma indicação clara de calendário. A estratégia atual da autoridade monetária, no entanto, segue sendo a manutenção dos juros em níveis restritivos, como forma de assegurar a convergência da inflação para a meta.