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Saúde

Foto: Divulgação Sindifato

Foto: Divulgação Sindifato

O Sindicato dos Farmacêuticos do Tocantins (Sindifato) participou nessa quarta-feira, 28 de janeiro, de reunião do Conselho Municipal de Saúde para discussão sobre rumores de um processo de terceirização de serviços nas Unidades de Pronto Atendimento de Palmas (UPAs). "O Sindifato é totalmente contrário a qualquer tipo de terceirização do serviço de saúde, principalmente das questões operacionais como saúde da família e urgência e emergência", destaca o presidente Renato Soares. 

A possível realocação de servidores é acompanhada pelo sindicato, que segue em constante estado de alerta. 

De acordo com a entidade, duas Organizações Sociais (OS) foram credenciadas recentemente pela Prefeitura, sem explicação dos motivos. "O município não tem motivo para credenciar empresas prestadoras de serviços se não for repassar algum serviço para elas. Uma comissão avaliou que as empresas estariam aptas, mas não disse aptas para quê. Isso gera muita especulação!", pontua o dirigente Renato. 

Foto: Divulgação Sindifato 

Abandono da Saúde 

O Sindifato denuncia que a saúde de Palmas vem sendo negligenciada ao longo dos anos. Soares aponta um "ciclo de abandono" caracterizado por:

*Déficit de Pessoal: Muitos anos sem concurso público e reposição insuficiente de servidores.

*Falta de insumos: Manutenção precária de equipamentos e compra de medicamentos pela metade.

*Sobrecarga: Aumento da demanda enquanto o quadro de profissionais diminui por saídas e licenças.

"Vemos uma organização do município para precarizar a saúde e, depois, aparecerem com a terceirização como solução. O sistema prevê a terceirização como serviço complementar, mas o que vemos é o repasse de quase 100% das atividades", critica Soares.

Enfraquecimento 

Levantamento do Sindifato revela que em 2025, nas UPAs da Capital, dos 83 médicos atuantes, apenas seis eram servidores efetivos. O restante operava sob contratos de pessoa jurídica (PJ).

O presidente Renato argumenta que essa modalidade enfraquece o vínculo com a rede pública. "O médico credenciado como PJ não tem o compromisso que o servidor de carreira possui. Toda essa dificuldade criada pelo município reflete diretamente na prestação do serviço, e quem sofre é a população". 

Representantes sindicais e servidores acompanharam a reunião do Conselho. (Foto: Divulgação Sindifato)