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Saúde

Foto: Freepik

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Episódio recente de tensão em uma farmácia particular de Palmas/TO trouxe à tona um problema silenciado, mas recorrente: a hostilidade enfrentada por farmacêuticos ao cumprirem as normas diante de receitas médicas com erros. No caso em questão, uma discussão acalorada se deu porque o único documento apresentado era "segunda via" para medicamento tarjado, o que impede a venda legal, deixando a paciente indignada. 

O Sindicato dos Farmacêuticos do Tocantins (Sindifato) esclarece que a recusa do profissional não é um ato de burocracia vazia, mas de proteção. "O farmacêutico é o responsável legal por aquele remédio. Se ele aceita uma receita com rasuras, numeração errada ou falta de dados, ele responde civil e criminalmente. O profissional não está dificultando o acesso ao remédio; ele está garantindo que o processo siga a lei", explica o presidente Renato Soares. 

A entidade acrescenta que episódios como o citado revelam uma inversão de valores perigosa: o profissional que zela pela legalidade e pela segurança farmacoterapêutica acaba sendo punido com o desrespeito, enquanto cumpre o papel de evitar riscos jurídicos e sanitários para todas as partes envolvidas.

Prescrição Eletrônica 

O Sindifato destaca que a Anvisa agora permite a prescrição eletrônica de medicamentos controlados pelo sistema nacional, onde o profissional registra diretamente a receita no portal com a dosagem correta para o paciente, evitando conflitos parecidos. 

Impacto Mental 

O conflito contribui para desgaste emocional profundo a ser percebido por muitos com o passar do tempo. "É o terreno fértil para o esgotamento e adoecimento mental", afirma o representante. 

O Sindifato reforça que o farmacêutico não é um mero entregador de produtos, mas uma autoridade sanitária. Hostilizar este profissional por cumprir seu dever é comprometer a própria segurança do sistema de saúde.

A entidade orienta a população que, em casos de erro na receita, a solução não deve ser o confronto, mas o contato direto com o médico responsável para a correção imediata. Ao mesmo tempo, conclama as instituições de saúde a treinarem suas equipes para que a documentação entregue ao cidadão seja impecável, evitando que o balcão da farmácia se transforme em um campo de batalha.