Neste 20 de janeiro, o Brasil celebra o Dia do Farmacêutico. Mais do que uma homenagem no calendário, a data representa o reconhecimento de uma trajetória histórica que teve início em 1916, com a fundação da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF). No Tocantins, o Sindicato da categoria (Sindifato) considera ser ocasião de reconhecimento público, mas também de reflexão sobre o lugar que este profissional ocupa, e sobre o lugar que ainda precisa conquistar, na vida das pessoas e nas decisões em saúde.
"No Tocantins, o trabalho farmacêutico está presente onde a saúde acontece de verdade: nas farmácias comunitárias, nas unidades do SUS, nos hospitais, nos laboratórios, na vigilância, no ensino e em tantos outros serviços que garantem acesso, segurança e qualidade nos tratamentos. A população encontra no farmacêutico um profissional acessível, tecnicamente preparado e capaz de orientar, com responsabilidade, desde a dispensação correta até a prevenção de riscos, interações e problemas relacionados ao uso de medicamentos. Essa presença cotidiana, muitas vezes silenciosa, sustenta uma parte decisiva do cuidado em saúde", destaca o presidente Renato Soares Pires Melo.
Educação Contra a Desinformação
Dentre os desafios mais urgentes da atualidade, o Sindifato cita a promoção do uso racional de medicamentos como prioridade frente ao avanço da desinformação e do uso inadequado de fármacos. "Isso não é um mero detalhe do atendimento; é uma estratégia de saúde pública que reduz danos, evita complicações e fortalece a confiança da sociedade em escolhas baseadas em evidências", pontua Renato Soares.
Dignidade Profissional
A entidade também relata que a categoria farmacêutica carece de mais atenção no Tocantins. A falta de concursos para a área impacta negativamente no atendimento à sociedade.
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Dados recentes do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam desigualdade na distribuição de farmacêuticos no Brasil. A proporção deste profissional por habitante em estados do centro-sul do Brasil é praticamente o dobro da registrada nas regiões Norte e Nordeste.
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Na visão do Sindifato, além de criar oportunidades, é necessário garantir dignidade profissional. "O Sindifato reafirma a necessidade de condições adequadas de trabalho, respeito técnico às atribuições do farmacêutico e remuneração digna, compatível com a responsabilidade assumida diariamente. A valorização real não pode ficar apenas no discurso: ela precisa se traduzir em ambientes seguros, autonomia técnica garantida e reconhecimento efetivo por parte de gestores e empregadores", afirma o presidente da entidade representativa.
20 de Janeiro
Nesta data especial, o Sindifato parabeniza todos os farmacêuticos e farmacêuticas do Tocantins e do Brasil, e conclama a sociedade, as autoridades e as instituições a reconhecerem, na prática, o valor desse profissional. "Farmacêuticos são essenciais e merecem nosso reconhecimento, não apenas pela importância histórica da profissão, mas pelo cuidado que entregam, todos os dias, onde a saúde começa: na orientação correta, no compromisso com a vida e na defesa do uso seguro dos medicamentos".

