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Saúde

Foto: Designed by Magnific (www.magnific.com) - Freepik

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Em Palmas/TO, o tempo seco e o calor excessivo exigem atenção redobrada com a saúde renal. O consumo abundante de água, a redução de sal e açúcar na dieta, além da não automedicação, são hábitos fundamentais que, além de protegerem os rins no clima árido, ajudam a prevenir o câncer de rim. Silenciosa, a doença geralmente não apresenta sintomas nas fases iniciais e costuma ser identificada de forma incidental, em exames de imagem rotineiros.

Neste 18 de junho celebra-se o Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Rim. No Brasil, estimativas mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam o diagnóstico de cerca de 11 mil a 12 mil novos casos por ano. Embora possa ocorrer em adultos de diferentes idades, este tipo de câncer é diagnosticado com maior frequência em pessoas a partir dos 60 anos.

Para o Sindicato dos Farmacêuticos do Tocantins (Sindifato), o comportamento silencioso torna o câncer renal um desafio relevante na prática clínica, já que o estágio em que a enfermidade é detectada influencia nas opções de tratamento e controle.

O presidente da entidade, Renato Soares, reforça que os hábitos de vida podem desencadear muitos problemas de saúde. "O sedentarismo, o tabagismo, o consumo exagerado de comidas com muito sal, a desidratação, todos são fatores que influenciam no surgimento da doença renal, incluindo idade, sexo, e predisposição genética — presente em aproximadamente 6 a 9% dos casos", destaca. 

O poder do açúcar e dos medicamentos

Muitos imaginam que apenas o sal afeta a saúde dos rins. No entanto, como ressalta o Sindifato, o açúcar também influencia, e muito. "A glicose alta força os rins a trabalharem mais para filtrá-la e eliminá-la. O açúcar também altera os processos minerais do corpo e aumenta a acidez da urina, elevando significativamente o risco de formação de cálculos renais, as conhecidas pedras", acrescenta Renato. 

Outro fator importante a ser considerado é o uso indeliberado de medicamentos. "Antibióticos, analgésicos, entre outros remédios, devem ser ingeridos sob cautela. Certos tipos podem causar toxicidade direta aos túbulos renais ou a formação de cristais na urina. O uso excessivo e prolongado de analgésicos comuns, como paracetamol, pode danificar os rins. Num país em que as pessoas costumam se automedicar, é preciso que este alerta seja mais difundido. Medicamentos devem ser tratados com a seriedade que merecem", afirma o presidente do Sindifato. 

Sintomas de câncer de rim

Entre os sinais mais comuns de câncer de rim, estão: sangue na urina (presente em menos de 25% dos casos atualmente), dor lombar ou abdominal, perda de peso sem causa aparente e fadiga persistente. A chamada "tríade clássica" — dor no flanco, sangue na urina e massa abdominal palpável — é rara, ocorrendo em menos de 10% dos pacientes e geralmente indicando doença avançada.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito principalmente por exames de imagem. A ultrassonografia costuma ser o primeiro exame a identificar uma massa renal suspeita, sendo capaz de diferenciar lesões sólidas de cistos simples. Quando identificada uma alteração suspeita, a tomografia computadorizada com contraste é o exame padrão para caracterizar a lesão e avaliar a extensão da doença. 

A ressonância magnética pode ser utilizada como alternativa, sendo particularmente útil em pacientes que não podem receber contraste iodado (usado em tomografias) e para avaliar o envolvimento de veias. A biópsia é realizada apenas em casos selecionados, pois os exames de imagem geralmente fornecem informações suficientes para orientar o tratamento.

Embora a maioria dos casos seja diagnosticada em estágios iniciais, aproximadamente 10% dos pacientes já apresentam doença metastática ao diagnóstico, e outros 10% daqueles inicialmente diagnosticados com doença localizada desenvolverão metástases posteriormente. 

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