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Polí­cia

Vereadora Naiara na tribuna e prefeito Karasin em sessão da Câmara de Colinas no início de 2025.

Vereadora Naiara na tribuna e prefeito Karasin em sessão da Câmara de Colinas no início de 2025. Foto: Divulgação

Foto: Divulgação Vereadora Naiara na tribuna e prefeito Karasin em sessão da Câmara de Colinas no início de 2025. Vereadora Naiara na tribuna e prefeito Karasin em sessão da Câmara de Colinas no início de 2025.

A Polícia Federal (PF/TO) deflagrou nesta quinta-feira, 12, a “Operação Cortina Digital”, com o objetivo desarticular um grupo suspeito do cometimento de violência política de gênero em âmbito eleitoral contra a vereadora Naiara Miranda (MDB). A PF cumpriu três mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins – TRE/TO. 

Entre os alvos está o prefeito Josemar Carlos Casarin (União). A PF/TO informou que a investigação foi iniciada a partir de um discurso proferido por agente público na ocasião da abertura do ano legislativo na Câmara Municipal de Colinas do Tocantins/TO, ocasião em que o referido agente público teria ameaçado a vereadora, constrangendo-a no desempenho do seu mandato eletivo.

"Tu te prepara que aqui a bala pega", esta fala do prefeito Kasarin, proferida em fevereiro de 2025, repercutiu nas redes sociais e nos canais de comunicação do Tocantins. O tom de ameaça do gestor aconteceu após Naiara anunciar que teria posição independente em relação ao executivo municipal. 

Redes controladas por servidores

Durante as investigações a Polícia Federal apurou que redes sociais controladas por servidores públicos eram utilizadas para espalhar informações inverídicas em uma tentativa de campanha difamatória contra a referida vereadora e demais agentes políticos ligados à vítima. 

Se condenados, os suspeitos poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelo crime de violência política de gênero contra detentora de cargo político, que se caracteriza pelo ato de constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar, candidata a cargo eletivo ou detentora de mandato eletivo, utilizando-se de menosprezo ou discriminação à condição de mulher, cuja pena pode chegar a quatro anos de reclusão e multa. 

O nome da Operação “Cortina Digital” faz alusão ao termo “cortina de fumaça”, utilizada comumente para definir ações criadas para desviar atenção, ou criar uma distração artificial para ocultar interesses escusos, com o objetivo de ludibriar a opinião pública.  

Relembre a fala polêmica do prefeito de Colinas: