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Saúde

Foto: Freepik/@jcomp

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No dia da mentira (1° de abril), as brincadeiras costumam ser inofensivas, mas no mundo farmacêutico, acreditar em "fake news" pode ter consequências reais para a saúde do cidadão. O Sindicato dos Farmacêuticos do Tocantins (Sindifato) aproveita a data para fazer um alerta sério: nem tudo o que se lê na internet ou que se escuta por aí é verdade. 

A entidade elencou alguns dos principais mitos da área que ainda confundem a população e podem comprometer a eficácia dos tratamentos.

O objetivo da ação é reforçar que o farmacêutico é o profissional técnico habilitado para garantir que a informação correta chegue ao paciente, combatendo o perigo das notícias falsas na saúde.

Verdade ou Mentira?  

* "Antibiótico corta o efeito de todo tipo de anticoncepcional"

MITO. Apenas alguns grupos específicos de antibióticos (como a rifampicina) têm interação comprovada com a eficácia dos métodos contraceptivos.  

* "Se o sintoma é igual, posso tomar o remédio que o vizinho usou" 

MITO. Este é um dos mitos mais perigosos. O Sindifato alerta: a automedicação ou a "indicação de terceiros" ignora histórico de alergias, dosagens específicas e interações medicamentosas. O que foi cura para um, pode ser veneno para outro.

* "Remédios naturais não possuem contraindicação"

MITO. Todo medicamento, inclusive os fitoterápicos, possui princípios ativos que interagem com o corpo. O uso indiscriminado de chás e cápsulas "naturais" pode sobrecarregar o fígado e os rins se não houver orientação profissional.

* "O farmacêutico só está na farmácia para vender" 

MITO. O farmacêutico é um profissional de saúde e o último elo de segurança antes do medicamento chegar ao paciente. Sua função é técnica: conferir dosagem, validade, forma de armazenamento e orientar sobre como o remédio deve ser ingerido para ter o efeito esperado.

O Sindicato orienta que, em caso de dúvidas, o cidadão deve sempre procurar o farmacêutico de serviço na unidade de saúde ou drogaria. "Buscar a verdade é antes de tudo um dever. Acreditar em informações divulgadas de forma aleatória, podem trazer sérias consequências. E quando o assunto é saúde a atenção deve ser redobrada", destaca o presidente Renato Soares.